Era uma tarde de final de semana muito fria, mas muito fria mesmo, pelo menos para uma paulistana como eu, estava de férias de cinco dias do trabalho e da faculdade resolvi visitar a família e os amigos. Na chegada aquela felicidade, todos eles estavam no aeroporto a minha espera, as pessoas que valem a pena na minha vida, mãe, pai, irmão, meus melhores amigos, estava radiante e dei aquele abraço em cada um deles, mas procurava ele e não encontrei, até que perguntei discretamente a minha amiga, cadê ele? Ela disse que era pra eu não me preocupar que se ele não tinha ido era porque não conseguiu, mas com certeza iria à minha casa me ver.
Me conformei e fomos todos para minha casa bater aquele rango que só minha mãe sabe fazer, conversamos muito, altas gargalhadas, tomamos vinho, ficamos até tarde em casa e nada dele aparecer , mais uma vez me conformei, todos foram embora e fui dormir pensando em ir na casa dele no outro dia, e foi o que fiz.
Subi até o quinto andar do prédio dele e apertei a campanhia do 104, lá encontrei ele, meu coração parecia que ia saltar pela boca, ele ficou surpreso e me deu um abraço forte e demorado, ali o tempo parou, o melhor abraço do mundo, não tinha dúvidas que todo o sentimento que tinha ainda continuava vivo , perguntei porque ele não tinha ido me ver, ele disse que estava ocupado mas que ia me ligar. Senti-o estranho, não estava espontâneo como o de costume, perguntei se tava tudo bem, ele disse que precisávamos conversar já me assustei e me preparei para o pior.
Ele tinha se apaixonado por uma guria e estava namorando ela a duas semanas, fiquei sem ação, nem quis saber, não perguntei nada, não questionei nada, dei tchau pra ele não sei a cara que fiz, mas sai dali no mundo da lua, decepcionada. Até que não sei como parei em um café ali na paulista, e fiquei parada no balcão olhando pro nada, Fernando veio me atender, me olhou e me deu um sorriso sincero e perguntou o que eu gostaria de beber ou comer, eu disse que não sabia e olhei bem nos olhos dele, ele me olhou por uns segundos e me trouxe um chá, ‘‘tome isso, aquece nesse frio’’. Para minha surpresa o café estava vazio, afinal era domingo, e estava frio demais para o pessoal se animar e sair de casa, ele começou a puxar assunto comigo, percebi que tinha um pote de chaves ao lado do balcão e perguntei o porquê, se fazia parte da decoração, ele disse que sim, mas que também tinha um significado, todas aquelas chaves eram de pessoas que deixaram ali por algum motivo, na maioria dos casos por decepção amorosa, foi quando eu disse que ia em casa, pegaria todas as minhas chaves e largaria todas naquele pote, ele achou engraçado e deu uma gargalhada, uma das mais gostosas que já ouvi, naquele momento reparei que Fernando tinha um sorriso lindo, e que era um homem muito bonito,mas naquele momento isso pouco me interessava.
Ele me contou um dos casos das chaves, era a história de um guri que estudou arquitetura na Itália e lá conheceu uma italiana por qual se apaixonou perdidamente, namoraram por dois anos até que um dia ela não o quis mais, no bom e velho português deu um pé na bunda dele, desiludido voltou a sua terra natal que era o Brasil e virou dono de um café, esse homem era o Fernando. Fiquei surpresa, conversamos durante horas não vi o tempo passar, no outro dia voltei lá, me sentia bem na companhia daquele homem, lá comi um bolo maravilhoso de chocolate com morango que era especialidade da casa, foi assim durante aqueles quatro dias, ia de tardizinha e ficava até a hora de fechar, naquele momento era a melhor companhia do mundo,eu ainda estava muito magoada com o acontecido, e o Fernando com sua irreverência e bom humor sempre me animava.
Foi em um desses dias que ficamos até tarde no café, neste dia eu estava exausta, morrendo de sono, ele foi organizar algumas coisas dentro do escritório para irmos embora, quando ele voltou, eu estava dormindo com a cabeça sobre o balcão sobre meus braços, acordei com um gosto doce e quente na minha boca, ele tinha me beijado, correspondi e foi o melhor beijo da minha vida até então.
Hoje distantes, compartilhamos e-mails, fotos, poemas, histórias, sem nenhuma cobrança, sem nenhuma espera.
Ah, essa história é fictícia =) inspirada no filme Um beijo roubado com a Norah Jones e o Jude Law, muito bom inclusive!
Me conformei e fomos todos para minha casa bater aquele rango que só minha mãe sabe fazer, conversamos muito, altas gargalhadas, tomamos vinho, ficamos até tarde em casa e nada dele aparecer , mais uma vez me conformei, todos foram embora e fui dormir pensando em ir na casa dele no outro dia, e foi o que fiz.
Subi até o quinto andar do prédio dele e apertei a campanhia do 104, lá encontrei ele, meu coração parecia que ia saltar pela boca, ele ficou surpreso e me deu um abraço forte e demorado, ali o tempo parou, o melhor abraço do mundo, não tinha dúvidas que todo o sentimento que tinha ainda continuava vivo , perguntei porque ele não tinha ido me ver, ele disse que estava ocupado mas que ia me ligar. Senti-o estranho, não estava espontâneo como o de costume, perguntei se tava tudo bem, ele disse que precisávamos conversar já me assustei e me preparei para o pior.
Ele tinha se apaixonado por uma guria e estava namorando ela a duas semanas, fiquei sem ação, nem quis saber, não perguntei nada, não questionei nada, dei tchau pra ele não sei a cara que fiz, mas sai dali no mundo da lua, decepcionada. Até que não sei como parei em um café ali na paulista, e fiquei parada no balcão olhando pro nada, Fernando veio me atender, me olhou e me deu um sorriso sincero e perguntou o que eu gostaria de beber ou comer, eu disse que não sabia e olhei bem nos olhos dele, ele me olhou por uns segundos e me trouxe um chá, ‘‘tome isso, aquece nesse frio’’. Para minha surpresa o café estava vazio, afinal era domingo, e estava frio demais para o pessoal se animar e sair de casa, ele começou a puxar assunto comigo, percebi que tinha um pote de chaves ao lado do balcão e perguntei o porquê, se fazia parte da decoração, ele disse que sim, mas que também tinha um significado, todas aquelas chaves eram de pessoas que deixaram ali por algum motivo, na maioria dos casos por decepção amorosa, foi quando eu disse que ia em casa, pegaria todas as minhas chaves e largaria todas naquele pote, ele achou engraçado e deu uma gargalhada, uma das mais gostosas que já ouvi, naquele momento reparei que Fernando tinha um sorriso lindo, e que era um homem muito bonito,mas naquele momento isso pouco me interessava.
Ele me contou um dos casos das chaves, era a história de um guri que estudou arquitetura na Itália e lá conheceu uma italiana por qual se apaixonou perdidamente, namoraram por dois anos até que um dia ela não o quis mais, no bom e velho português deu um pé na bunda dele, desiludido voltou a sua terra natal que era o Brasil e virou dono de um café, esse homem era o Fernando. Fiquei surpresa, conversamos durante horas não vi o tempo passar, no outro dia voltei lá, me sentia bem na companhia daquele homem, lá comi um bolo maravilhoso de chocolate com morango que era especialidade da casa, foi assim durante aqueles quatro dias, ia de tardizinha e ficava até a hora de fechar, naquele momento era a melhor companhia do mundo,eu ainda estava muito magoada com o acontecido, e o Fernando com sua irreverência e bom humor sempre me animava.
Foi em um desses dias que ficamos até tarde no café, neste dia eu estava exausta, morrendo de sono, ele foi organizar algumas coisas dentro do escritório para irmos embora, quando ele voltou, eu estava dormindo com a cabeça sobre o balcão sobre meus braços, acordei com um gosto doce e quente na minha boca, ele tinha me beijado, correspondi e foi o melhor beijo da minha vida até então.
Hoje distantes, compartilhamos e-mails, fotos, poemas, histórias, sem nenhuma cobrança, sem nenhuma espera.
Ah, essa história é fictícia =) inspirada no filme Um beijo roubado com a Norah Jones e o Jude Law, muito bom inclusive!





